terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Resenha | Novembro, 9 - Colleen Hoover

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Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

Oi e feliz 2017! Finalmente voltei como as resenhas, né? A última foi de Amor Amargo, há quase um ano! Admito que 2016 não foi o melhor ano em termos de leitura, mas espero voltar ao normal agora. Pra começar, resolvi ler mais um livro da Colleen Hoover, Novembro, 9. Já fiz resenha de Métrica e comentei bem rapidinho sobre Um Caso Perdido aqui. Depois de ter lido já três livros da autora, é possível perceber um certo padrão em suas histórias. A personagem principal sempre tem um certo trauma ou problema, o garoto sempre esconde algum tipo de segredo, sempre há uma tragédia iminente... Tenho que admitir que, infelizmente, esse padrão não me agrada muito. Achei que funcionou super bem em Métrica e nem tanto em Um Caso Perdido. Nesse caso, estou com dificuldade de decidir o que realmente achei desse livro.

Novembro, 9 conta a história de um única dia, nove de novembro (ah, jura?), por cinco anos, quando Fallon O'Neil e Ben Kessler se encontram. Fallon tem baixa auto estima e problemas com seu pai, e sonha em ser atriz, carreira que foi arruinada após ter o lado esquerdo de seu corpo queimado em um incêndio. Ben Kessler é um escritor que parece ter perdido o rumo da vida depois da morte de sua mãe, dois anos atrás.

Quando comecei o livro, estava animada. Amei os diálogos, as relações entre os personagens, as construções de suas personalidades. Apesar do famoso amor instamtâneo que é típico dos livros dessa autora, eu estava gostando. A situação toda parecia bem irreal, sim, mas era interessante e bem construída o suficiente pra eu aproveitar e ignorar o fator realidade. Mas como todo livro, existe uma complicação que deve afetar o romance e criar certa angústia. Acontece que, nessa história, a complicação me pareceu tão banal e desnecessária. Na verdade, dramática, como se a autora precisasse forçar algo para continuar a história. A partir da primeira, parece que a Colleen resolveu fazer desse o livro mais complicado da história dos livros. Foram 3 ou 4 complicações jogadas para os personagens e, sinceramente, não acreditei muito em nenhuma. Algumas óbvias demais, outras forçadas demais. No meio do livro, a história já tinha me perdido. Os personagens pareciam perdidos.

Além disso, comecei a reparar em algo que realmente me irrita: a minimização e romantização de comportamentos machistas e, bom, meio estranhos. O personagem de Ben é escrito como um não típico interesse amoroso por não ser o que eles chama de "macho-alfa". Mesmo assim, em tantos momentos, ele é completamente machista e controlador. Ele decidi o que Fallon vai vestir, mesmo ela não estando confortável em vestir o que ele escolhe, ele a impede de falar, ele guarda UM PUTO SEGREDO por 5 anos e Fallon ainda o perdoa (muito rápido, aliás). Odeio que Fallon precisa dele pra se sentir bonita. Odeio o que o relacionamento deles, antes tão fofo e real, se tornou. Só não é pior que em Um Caso Perdido.

Sobre a famosa grande tragédia típica dos livros de Colleen também, não fui muito convencida. Como em Um Caso Perdido, não senti empatia alguma pelos personagens, não houve emoção alguma e achei tudo muito forçado.

Então, acho que posso dizer que gostei do primeiro 1⁄3 do livro. Ah, gostei também das "piadas internas" de Ben e Fallon, como a nota do beijo, comentários relacionados ao livro e tudo mais. Não posso negar que a escrita da autora te prende do começo ao fim e, mesmo quando percebi que não estava gostando do livro, não conseguia parar de ler.

Vocês já leram Novembro,9? Gostaram?

Beijos,

2 comentários:

  1. Olá!
    Essa é a primeira resenha um pouco negativa que leio sobre livros da Colleen Hoover, rsrs. Realmente é uma pena quando a história se perde no meio do caminho...
    Dela eu só li Métrica e gostei bastante!
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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    1. Bom, na minha opinião, Métrica é o único que vale a pena haha! Obrigada pela visita <3 Beijos, Jú

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