segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Resenha: Métrica - Colleen Hoover

O romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor. 

Nem acredito que depois do fracasso que foi Um Caso Perdido para mim consegui terminar (e gostar!) de Métrica. O livro é curto, tem apenas 299 páginas e levei menos de 10 horas para terminá-lo. A escrita simples, mas que consegue expressar bem as emoções e os acontecimentos nas vidas dos personagens, contribui para uma narrativa rápida que te prende.

O livro conta a história de Layken, uma garota de 18 anos que se muda do Texas para o Michigan com sua mãe e irmão após a morte de seu pai. Logo que chega (e logo mesmo, tipo menos de um minuto depois de sair do carro.), Layken já conhece seu vizinho de 21 anos, Will Cooper. Essa paixão instantânea me incomodou um pouco, mas o livro foi para uma direção diferente da que eu imaginava, então não deixem-se enganar por esse amor à primeira vista. A atração é imediata, e eles já combinam de sair. Nesse primeiro encontro, já é apresentado o aspecto que mais gosto do livro: a poesia slam.

Não sou uma grande fã de poesia, especialmente não de livros que tem poesia no meio; normalmente pulo as poesias citadas, a não ser que elas sejam realmente importantes para a narrativa. Mas nesse caso, as cenas com as poesias eram as que eu mais esperava, as que mais me cativaram. Por meio delas conseguimos conhecer todos os personagens de uma maneira mais profunda que não conseguiríamos se tivéssemos apenas as descrições e conflitos como recurso. A poesia slam conquistou um pedacinho do meu coração!

Em meio a problemas que impedem que Will e Layken fiquem juntos, achei que ambos os personagens foram construídos de maneira muito realistas, assim como a maneira como eles lidam com seus conflitos e responsabilidades. Layken soa, age, e é uma garota de 18 anos, e as vezes em livros as características que fazem com que a personagem principal seja realmente quem ela diz ser são descartadas, e temos um narrador idealizado e irreal, impossível de se relacionar com o leitor. Isso não acontece em Métrica.

As histórias dos outros personagens fora Layken tambémn foram bem construídas e fizeram parte do enredo principal. Gostei de todos os personagens igualmente (de Layken um pouco menos, pelos menos no começo do livro.), mas Eddie me encantou de uma maneira diferente. Sua atitude positiva e alegre o tempo todo trouxe energia para o livro, e uma das minhas cenas favoritas foi uma que se relacionava com ela, uma que envolvia alguns balões cor-de-rosa! <3

Outra coisa que gostei foi das letras de músicas da banda favorita de Layken, The Avett Brothers, no começo de cada capítulo. As letras tinham significado, e era muito bonitas. Por isso mesmo, já comecei a escutar algumas músicas da banda e devo dizer que estou gostando bastante!

Para mim o único ponto negativo do livro, foi ele ter uma continuação. O desfecho foi tão bem planejado, e funcionou perfeitamente para mim. Não vi necessidade de uma continuação, e a sinopse do segundo livro (Pausa) não me atraiu muito. Mas esse é um problema fácil de resolver: acho que simplesmente não vou ler, e manter intacta a minha opinião positiva sobre esse livro.

Nas últimas semanas, li tantos livros que não me agradaram e me decepcionaram e me deixaram com a impressão de que eu nunca mais ia conseguir gostar de um livro , que ao terminar Métrica tive uma sensação de Aleluia. Ainda existem livros bons pelos quais posso me apaixonar.

Quotes: 


Não levem a vida tão a sério. Deem um murro bem na cara dela quando ela estiver precisando de uma boa surra. Riam dela.


Sejam compreensivos. Em relação a tudo. Às diferenças das pessoas, suas semelhanças, escolhas, personalidades. Às vezes, é a variedade que faz uma coleção ser boa. O mesmo se aplica às pessoas.

Ela me ensinou a questionar.nunca me arrepender.Ela me ensinou a ampliar meus limites,Porque é para isso que eles existem.

Às vezes, a vida fica no meio do caminho.Fica totalmente no meio do seu maldito caminho.Mas ela não fica totalmente no meio do seu malditocaminho por querer que você desista e deixe que assuma ocontrole. A vida não fica totalmente no meio do seu
maldito caminho só porque quer que você deixe tudo nasmãos dela e seja levado por ela.
A vida quer que você lute.Que aprenda a fazer uma vida sua.






Esse livro era o primeiro na minha lista de leitura de 2015, e ela começou bem! Comentem o que acharam da resenha, e do livro, e quais as suas partes favoritas! Por fim, minha música favorita dos Avett Brothers (até agora, só os conheço há menos de 24 horas.):


Beijos,



6 comentários:

  1. Oiee ^^
    Você não gostou de Um caso perdido? OMG!!! Fiquei viciada em Avett Brothers depois que li Métrica, mas concordo que o livro nem precisava de continuação.
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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    1. Não gostei haha E também estou amando Avett Brothers! Beijos, Jú

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  2. Oi, Julia, tudo bem?
    Cenas com poesia, é isso mesmo?! PRECISO de "Métrica"...rs.
    Não sabia que havia uma continuação.

    Beijocas,
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    1. Cenas lindas com poesia, sim! E acho que o livro sozinho já é ótimo! Beijos, Jú

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  3. Quero muito ler esse livro. Ainda não decidi todos os livros da minha lista desse ano, mas este já tem seu lugar. Adoro livros que tenham poesia, mas que façam sentido com a história.
    Sua resenha ficou ótima. Parabéns.
    Beijos!

    vicioliteral.blogspot.com

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    1. Muito obrigada! Não deixe de ler, é um amor! Beijos, Jú

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